A arquitetura corporativa na pandemia

“O mundo não será mais o mesmo”. Esta frase foi dita por importantes personalidades neste período de pandemia, como o jornalista Boris Casoy e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus. E não é difícil acreditar nisso.

Desde março, as restrições impostas para conter a covid-19 têm provocado profundas mudanças na economia e no comportamento da sociedade. Observamos como foram afetadas, por exemplo, as relações sociais e profissionais, assim como os ambientes destinados a elas.

Mesmo quando a situação ficar melhor, novos surtos são esperados após a retomada da economia. Além disso, o coronavírus que atinge o mundo no momento não é o mesmo que surgiu pela primeira vez na China. Mutações estão ocorrendo.

Considerando os riscos previstos nos meses à frente, a arquitetura corporativa deverá acompanhar as necessidades do que será o “novo normal” no ambiente de trabalho e ajudar a reinventá-lo. Entenda a seguir como ela pode tornar o escritório um espaço mais confortável e seguro para o trabalho, agora e no pós-pandemia.

A importância da arquitetura corporativa

Um artigo recente da Escola Superior de Advocacia (ESA) de São Paulo divulgou uma entrevista interessante com os arquitetos Arthur Mansur e Bruna Louise. As suas respostas abordam princípios da arquitetura e incluem estratégias importantes. Veja algumas.

  • Como a arquitetura pode influenciar o bem-estar no trabalho?

Quando pensamos em ambientes corporativos, além de proporcionar conforto físico e ergonômico, a arquitetura pode promover dinâmicas internas de interação, estimular o desempenho e a produtividade dos funcionários e despertar senso de pertencimento.

  • Quais são os principais elementos arquitetônicos que podem promover mais conforto no ambiente de trabalho?

Os principais são ergonomia, mobiliário, iluminação (natural ou artificial), temperatura, sonoridade, ventilações e circulações. Simultaneamente há questões emocionais que os espaços geram e constroem. Nas últimas décadas tem-se implantado novas áreas nos espaços laborais voltada para os trabalhadores, como áreas de relaxamento e interação.

  • Como podemos adaptar os escritórios para atender às novas exigências sanitárias?

É importante que as empresas tenham total compreensão de seus espaços. Conseguir uma planta arquitetônica atualizada é fundamental. Desta forma será mais fácil criar estratégias como pontos de higienização e informatização, capacidade máxima de funcionários respeitando o distanciamento social e possibilidades como circulações unidirecionais e entradas e saídas exclusivas.

Analisando a planta arquitetônica e ajustando o mobiliário

Segundo o “Manual pós-covid: o caminho de volta ao trabalho”, dos arquitetos Arthur Mansur e Bruna Louise, citados anteriormente, a análise da planta arquitetônica do espaço pode implicar em adequações no ambiente de trabalho para evitar a transmissão e contágio. Dentre elas está o reposicionamento do mobiliário. Veja algumas dicas deste manual:

  • Crie um círculo com 1 metro de raio, de modo que seja usado como guia para respeitar o distanciamento social;
  • Posicione o centro do círculo em pontos centrais dos mobiliários estacionários (mesas de reunião, estações de trabalho e afins);
  • Organize cadeiras e mobiliários ao passo que evite o intercruzamento dos círculos;
  • Os assentos devem ser reajustados para fornecer mais espaço individual. Deve-se alternar os lugares de modo que garanta o distanciamento necessário de 2 metros entre os funcionários;
  • Mantenha o distanciamento entre estações de trabalho próximas, que compartilhem a mesma circulação;
  • Como nem sempre será possível manter os distanciamentos, estude a possibilidade de instalar painéis em acrílico para assegurar proteção;
  • Em salas fechadas, a ocupação máxima será feita de acordo com a análise de distanciamento. O uso da sala deve ser notificado em uma sinalização na porta de acesso;
  • Sempre que possível, transfira reuniões e encontros para locais externos. Em ambientes menores procure diminuir o tempo de permanência.

Já preparou seu escritório para o “novo normal”?

O layout dos escritórios está sendo transformado para se adequar ao cenário de pandemia e se preparar para o futuro. Será necessário investir em tecnologias de acionamento automático e arquitetura para melhorar a higiene e reduzir ao máximo o contato. Não respeitar os princípios da arquitetura corporativa poderá comprometer os resultados dessa adaptação.

Por isso, mais que promover ações como o espaçamento ou reposicionamento do mobiliário, o ambiente corporativo precisa trazer conforto físico e ergonômico. E isso apenas um mobiliário ergonômico de qualidade pode entregar. Além disso, em ambientes onde não for possível manter os distanciamentos, investir em um mobiliário sob medida poderá garantir, ao mesmo tempo, a segurança dos colaboradores e o aproveitamento do espaço físico.

Precisa repensar seu espaço corporativo e mobiliário? CONTE CONOSCO!